O número de ocorrências de queimadas e incêndios em vegetação vem crescendo em Picos e municípios da região. Somente em julho, o Corpo de Bombeiros registrou 64 casos e, até esta segunda-feira (10), já contabilizou 25 ocorrências em agosto. No acumulado de 2026, já são 133 registros.
Segundo o tenente Sousa Júnior, oficial do Corpo de Bombeiros de Picos, o período mais quente do ano intensifica os riscos. “Infelizmente, nossa cidade está submersa sob uma camada densa de fumaça, o que prejudica diretamente a saúde da população, sobretudo idosos, crianças e pessoas com problemas respiratórios”, alertou.
Incêndio no Morada Nova
Um incêndio de grandes proporções atingiu o bairro Morada Nova, levando risco às residências da região. O intenso volume de fumaça se espalhou e causou transtornos também a moradores de outros bairros da cidade.
“Nossas guarnições passaram boa parte da tarde no atendimento dessa ocorrência. As chamas estavam próximas às casas e utilizamos cerca de 5 mil litros de água, com uma equipe de cinco militares, para controlar o fogo”, relatou Sousa Júnior.
Impactos das queimadas
Além de elevar a temperatura, a fumaça compromete a qualidade do ar e causa transtornos à população. O oficial destacou que os efeitos atingem também o meio ambiente. “As queimadas afetam diretamente a fauna e a flora da nossa região. É um prejuízo que vai além da saúde humana”, afirmou.
O tenente reforçou que a prática de queimadas é crime ambiental, com pena de reclusão de 2 a 4 anos, além de multa. “Orientamos a população para que evite a todo custo as queimadas e denuncie. É fundamental registrar boletins de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil ou procurar a Secretaria de Meio Ambiente”, explicou.
Orientações de prevenção
O Corpo de Bombeiros também recomenda medidas preventivas para reduzir os riscos. “A população deve realizar aceiros, limpar o mato próximo às residências e evitar colocar fogo em lixo, roças ou terrenos. Essas práticas são perigosas e configuram crime ambiental”, destacou.
De acordo com os dados levantados pelo Corpo de Bombeiros, 99% das queimadas são provocadas pela ação humana. “Precisamos combater esse tipo de ocorrência a todo custo para garantir qualidade de vida à população e preservar nossa fauna e flora”, concluiu Sousa Júnior.





