A exigência do exame toxicológico de larga janela para quem deseja obter a primeira CNH nas categorias A e B já está valendo em todo o país e deve impactar diretamente milhares de candidatos, especialmente jovens que buscam a habilitação para moto ou carro.
Conforme informações repassadas ao Picos360graus, estimativas do SOS Estradas apontam que entre 390 mil e 870 mil usuários frequentes de drogas podem ser impedidos de obter a CNH anualmente. O cálculo considera dados da Fiocruz e da Senad, que indicam que o uso de drogas atinge cerca de 29% da população entre 18 e 24 anos, faixa etária que mais procura a primeira habilitação.
O exame identifica o consumo frequente de substâncias psicoativas nos últimos 90 a 180 dias, por meio da análise de cabelo, pelos ou unhas. Diferente de exames tradicionais, ele não detecta apenas o uso recente. Caso o resultado seja positivo, o candidato fica impedido de obter a CNH.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, é contrário à medida e classificou a exigência como um fator de encarecimento do processo de habilitação. Mesmo assim, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial e tornou a regra obrigatória, conforme previsto na Lei 15.153/25. O debate segue em andamento em todo o país.



