A Polícia Civil de Picos já investiga o homem suspeito de aplicar um golpe contra uma idosa de 89 anos, utilizando o nome da Diocese de Picos para vender um suposto “óleo vindo do Vaticano”. O caso aconteceu na última segunda-feira (13) e ganhou um novo desdobramento após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que registraram a chegada do suspeito à residência da vítima.
Conforme informações apuradas pelo Picos360graus, o delegado Jônatas Brasil confirmou que o inquérito foi instaurado e que as diligências já estão em andamento.
“Iniciamos a investigação, mas ninguém foi identificado, ainda”, informou o delegado.
Segundo o relato da aposentada, o homem afirmou ter sido enviado pela Diocese de Picos e citou o nome do bispo Dom Plínio José Luz da Silva, do pároco da Catedral de Nossa Senhora dos Remédios, padre Antônio Pio Feitosa, e de uma ministra da Eucaristia que costuma visitá-la, o que fez com que a vítima acreditasse na história.

Após entrar na residência, o suspeito aplicou um óleo nos pés da idosa e afirmou que o produto teria vindo do Vaticano e poderia fazê-la voltar a andar normalmente. Em seguida, solicitou R$ 600 pelo suposto óleo.
A vítima entregou R$ 620, dinheiro que havia reservado para comprar medicamentos de uso contínuo. Somente após conversar com familiares percebeu que havia sido enganada.
Diocese reforça que não vende produtos religiosos
Após o caso, a Diocese de Picos reforçou que não realiza visitas para comercializar óleos, objetos religiosos ou qualquer produto com promessa de cura.
Em entrevista, o padre Antônio Pio Feitosa orientou que os fiéis não permitam a entrada de pessoas que utilizem o nome da Igreja sem confirmação prévia.
Segundo o sacerdote, esse tipo de prática não faz parte da atuação da Igreja Católica e caracteriza o uso indevido da instituição para enganar pessoas, principalmente idosos.
Estelionato contra idoso pode agravar a pena
O advogado Laerthe Moura explicou que a conduta pode ser enquadrada como estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal.
Por se tratar de uma vítima idosa e considerada vulnerável, a legislação prevê aumento da pena de um terço até a metade.
As imagens de segurança e os demais elementos reunidos durante a investigação deverão auxiliar a Polícia Civil na identificação do suspeito.



















