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Denúncias, investigação e nova ocorrência ampliam debate sobre ambiente de trabalho na Polícia Civil de Picos

Delegado afirma ter se sentido ameaçado e leva caso ao Ministério Público e à Corregedoria…

Por: Redação Picos360graus

Data: 03/06/2026

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A investigação sobre possíveis casos de assédio moral e as condições de saúde mental de policiais civis em Picos ganhou um novo capítulo com o registro de um Boletim de Ocorrência pelo delegado Rodrigo Morais, titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil do município.

O delegado informou ter formalizado a ocorrência após tomar conhecimento de uma declaração atribuída à delegada Maria Francineide Fontes, sua ex-chefe imediata. Segundo ele, a fala foi interpretada como uma possível ameaça, o que motivou a adoção de medidas para resguardar sua segurança.

O caso ocorre em um momento de forte repercussão dentro da Polícia Civil na região de Picos. Atualmente, o Ministério Público do Estado do Piauí conduz um procedimento administrativo para apurar possíveis episódios de assédio moral, além de acompanhar a situação da saúde mental dos servidores e as relações hierárquicas existentes nas unidades policiais do município.

Conforme declarado por Rodrigo Morais, a ocorrência foi encaminhada às instâncias superiores da corporação e também deverá integrar os elementos analisados pelo Ministério Público durante os depoimentos previstos para esta semana.

A discussão sobre o ambiente de trabalho nas delegacias da região ganhou visibilidade após relatos de afastamentos de policiais por questões psicológicas e outros episódios que passaram a ser analisados pelos órgãos de controle.

Em nota oficial, a Polícia Civil do Piauí informou que a Delegacia-Geral determinou à Corregedoria a abertura de apuração para investigar possíveis infrações disciplinares relacionadas aos fatos ocorridos na Seccional de Picos.

A instituição ressaltou que o objetivo é preservar os servidores, garantir o adequado funcionamento das atividades policiais e esclarecer todas as circunstâncias relacionadas às denúncias.

Até o momento, a delegada Maria Francineide Fontes não se pronunciou sobre as acusações. O espaço segue aberto para manifestação.

As investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Corregedoria permanecem em andamento, sem conclusões definitivas até o momento.

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